domingo, 27 de fevereiro de 2011

brog





Outro dia a minha amiga aline comentou que o seu blog seria diferente deste, que sempre trata do mesmo assunto.

Senti a pulga atrás da orelha. Mesmo assunto?

Corri pro marborão e constatei que era verdade. Quase tudo se resume na minha luta para sobreviver a uma paixão incendiária e essa mania de viajar em qualquer sentido.

Viajar sem qualquer sentido.

É verdade, Li, mas você, que escreve por profissão (a lili é uma jornalista apaixonada, inconformada e inquisitiva, como convém a quem escolhe o ramo), talvez não entenda que os amadores escrevem para lidar com seus amores. Eu normalmente escrevo quando me aperta o peito e, nessa fase de sobrevivência colorida, só aperta quando baixa a serotonina, o que via de regra acontece em períodos de ressaca.

Gostei de revisitar meus textos dos dois últimos anos. Mas concordo, é praticamente um tema só. Pode dar a impressão de que estou sempre triste, lutando contra algo indefinido.

O que não deixa de ser verdade. Melancolia eufórica, sempre achando tudo lindo.

Saiba, srta. jornalista, que existe outro blog, realmente anônimo, também unitemático, onde relato algumas putarias minhas. Mas esse eu não revelo não.

haha beijos!!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

mais nonsense

às vezes eu me pergunto como seria se não tivesse morrido naquela época.

nem tão diferente, por certo. Visto que me tornei, depois da desconstrução, mais ou menos uma réplica do que tentava ser antes.

de repente não era mais nada e precisava ser algo. mais fácil seguir o que se tem referência.

assim, juntei os pedaços quebrados, com paciência e perseverança, e montei uma cópia que talvez pareça melhor. Sai melhor o que eu fazia outrora, os resultados surgem com potência e velocidade.

=]

E exagero com mais violência. E agora, reparando nisso que antes era natural e agora é uma prova do tempo, tenho a estranha consciência do que é ser um monte de cacos colados.

vento e terra e pedras e folhas. e uma massa moldada pra tentar fixar tudo junto.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

nonsense

e quando eu lembro do sentimento louco
a corroer minha saúde
- feito ácido -
e do tanto em que se acabou a minha alma
no trapo humano que eu vagamente procurava ser

penso que apesar do esforço
até que não se consumiu toda a minha paciência
e em tantos anos, quase quatro
adquiri certa ciência

e aprendi a controlar meu corpo
a desviar o pensamento para longe
dos mil abismos dos quais eu conheci o fundo

sinto vontade de acabar contudo
por mais que saiba que nunca te verei morta
pois a morte em minha memória nunca mais eu quero ter.