quinta-feira, 9 de junho de 2011

cada vez que isso acontece eu me acabo

tenho me acabado muito ultimamente

percebo que me sinto melhor... ao menos escrevo para todos que nunca vão ler

o quanto eu me sinto sozinho

nesse vazio de ser quem não sou

nessa confusão de amar no meio do ódio

nesse tédio e durante o horror

de não querer nada quando há tanto a fazer.

aconteceu outra vez

outra vez numa noite do nada

ela surgiu sem ser convidada

outra vez me acabei

outros tantos chorei

e no fundo, sempre de volta ao abismo

olho no fundo sem querer ver.

sábado, 21 de maio de 2011

estar num lugar

... é como encontrar um velho amigo.

depois de meses sem escrever, é bem essa alegria que eu sinto postando aqui novamente. Acaba de ficar óbvio pra mim que inspiração bloguística tem muito a ver com viagens novas.

Sim, porque viajo tanto que minhas trips andavam meio mofadas. Sempre os mesmos lugares.

Não estou exatamente em local desconhecido nem de destino incerto. Mas minha querida Porto Alegre está lindamente coberta de névoa e o sol intenso porém vagabundo não quer levantar. Mesmo brilhando forte, as ruas ainda estão escuras e já passam das 8!!!

Como eu amo esse lugar. Claro, um pequeno remorso por estar acordado a essa hora. Ontem caí novamente no velho truque da cochilada antes da night, acordei só quase às 5 no meio de um pesadelo interessante.

PESADELO DOS BRABO, daqueles longos e elaborados que te fazem pensar quando acorda. Voltei a dormir e eis que me envolvo em outro sonho de filme, com roteiro elenco e desfecho muito originais. Logo eu que nunca me lembro de sonhos.

Hoje eu sonhei e, mesmo desperdiçando a única noite entre as maravilhosas gaúchas, sonhando eu vivi.

EEEEXCELENTE!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

certa tarde no escritório


Sentado à minha mesa, tenho um telefone à minha esquerda e dois celulares no bolso.

Uma bela vista na janela e a minha caneca. Daqui posso ver minha truck e praticamente sinto uma pequena porção de drogas das mais poderosas displicentemente abandonada na porta.

No fone, Alice in Chains me torna sombrio.

E vejo que na verdade não estou aqui. Estou voando em terras longíquas, com dunas e mar, morros e água. Estou atrás dela, e vou encontrar.

Enquanto procuro, aprecio a paisagem e penso por um minuto,

como é bom o efeito dessa coisa no sangue.

terça-feira, 22 de março de 2011

melhor esquecer

- agora vc vai saber, amigo, se gosta mesmo de ficar sozinho.
- por que estou só??
- vc nao estava mais, lembra? tinha juntado tudo de novo.
- onde estão? cadê minhas roupas?
- nando, com quem vc está conversando?
- comigo mesmo, mãe!
- então por que a briga???


não sei, não sei.
por que tanto ódio??
- porque amo você
- como ama se eu sofro??
- te amo como ser perfeito que és
- como perfeito se sofro???

justamente no sofrimento está tuá perfeição.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

brog





Outro dia a minha amiga aline comentou que o seu blog seria diferente deste, que sempre trata do mesmo assunto.

Senti a pulga atrás da orelha. Mesmo assunto?

Corri pro marborão e constatei que era verdade. Quase tudo se resume na minha luta para sobreviver a uma paixão incendiária e essa mania de viajar em qualquer sentido.

Viajar sem qualquer sentido.

É verdade, Li, mas você, que escreve por profissão (a lili é uma jornalista apaixonada, inconformada e inquisitiva, como convém a quem escolhe o ramo), talvez não entenda que os amadores escrevem para lidar com seus amores. Eu normalmente escrevo quando me aperta o peito e, nessa fase de sobrevivência colorida, só aperta quando baixa a serotonina, o que via de regra acontece em períodos de ressaca.

Gostei de revisitar meus textos dos dois últimos anos. Mas concordo, é praticamente um tema só. Pode dar a impressão de que estou sempre triste, lutando contra algo indefinido.

O que não deixa de ser verdade. Melancolia eufórica, sempre achando tudo lindo.

Saiba, srta. jornalista, que existe outro blog, realmente anônimo, também unitemático, onde relato algumas putarias minhas. Mas esse eu não revelo não.

haha beijos!!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

mais nonsense

às vezes eu me pergunto como seria se não tivesse morrido naquela época.

nem tão diferente, por certo. Visto que me tornei, depois da desconstrução, mais ou menos uma réplica do que tentava ser antes.

de repente não era mais nada e precisava ser algo. mais fácil seguir o que se tem referência.

assim, juntei os pedaços quebrados, com paciência e perseverança, e montei uma cópia que talvez pareça melhor. Sai melhor o que eu fazia outrora, os resultados surgem com potência e velocidade.

=]

E exagero com mais violência. E agora, reparando nisso que antes era natural e agora é uma prova do tempo, tenho a estranha consciência do que é ser um monte de cacos colados.

vento e terra e pedras e folhas. e uma massa moldada pra tentar fixar tudo junto.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

nonsense

e quando eu lembro do sentimento louco
a corroer minha saúde
- feito ácido -
e do tanto em que se acabou a minha alma
no trapo humano que eu vagamente procurava ser

penso que apesar do esforço
até que não se consumiu toda a minha paciência
e em tantos anos, quase quatro
adquiri certa ciência

e aprendi a controlar meu corpo
a desviar o pensamento para longe
dos mil abismos dos quais eu conheci o fundo

sinto vontade de acabar contudo
por mais que saiba que nunca te verei morta
pois a morte em minha memória nunca mais eu quero ter.