
dia desses cheguei tarde e fui ao treino da meia noite.
tempo úmido e, assim que acendi a luz da sala de muscula, caiu do teto, a um milímetro do meu nariz, uma barata. Grande e peçonhenta. PAF!
meu coração dispara, dou um pulo pra trás e acabou-se o treino.
eu odeio esse medo de baratas. tirando o fato da peçonha mortal, não há motivo pra isso.
Escrever esse post me fez lembrar de uma conversa que tive com meu pai muitos anos atrás. Estava me recuperando de uma overdose ou algo assim e, naquele papo franco com o velhote, começamos a falar sobre os medos:
- porra nando, sempre pensei que você não tivesse medo de nada.
- tenho, pai. Muito.
Medos existem para serem enfrentados. Os mais úteis inimigos, vencidos fazem com que subamos degraus.
Ultimamente ando bem revoltado com a minha baratofobia. Promento pesquisar sobre o assunto e imagino que a cura seja mergulhar num tanque cheio delas ou tomar um ácido e passar uma noite com algumas tomando cerveja e dando risada.
o meu medo de Fabi.
Esse eu desisti de enfrentar. Hoje, ouvindo umas músicas que trouxeram lembranças daqueles momentos difíceis, procurei aquele nome no google.
página do facebook.
entrei, uma só foto, aquele olhar outra vez, coração a 180 bpm, dei um pulo pra trás e acabou-se o treino. Meus dedos tremem até agora.
xa pra lá. melhor voltar ao trabalho.
boa tarde a todos.






