quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Óde à Moçoila

Deixarei de lado a poesia vil,
para emplacar sangrento coraçao amargurado.
Vitma de uma paixão talvez não correspondida,
Ainda arde como putrefata gonorrenta ferida.


Ode à moçoila ...
por Aristides Cabral, 1342

Ó inatingível ser que inexoravelmente tira meu sono,
Parece estar em tudo quanto cheiro, sinto, vejo.
Infelizmente para meu... PINTO, nao no que como.
Olhos, meus, procuram desesperadamente
Imagem tua, saciadora do mais incomplexo desejo.

Substancial beleza que infinitamente
Me alegra, me alucina em um segundo.
Na presença tua, alegria o coração sente
Outrora, em sua ausência, dor aguda.

Nada mais inebriante, o coração, temia
Do que o olhar quente, teu, que apaixona
Pegar-me-ei amando, com certeza, ao deparar,
Com par de olhos profundos, teus, a me olhar.

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